terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Henrique

Déjà vu.


"Onde quer que eu esteja, banca de revista tem prioridade. Banca de revista é minha capela, minha mesquita, pois toda minha teogamia se baseia em informação fútil, filtrada e pasteurizada.

Mas nas bancas das velhas metrópoles nada vejo de estimulante e empolgante, minimamente digno de gritos e louvores periféricos meus. Vejo um mundo de velharias maquiadas, sobrevivendo às custas do star-system, do futebol, do fetiche intelectual, do multi-terror.

Sinto que esse tal mercado editorial, engessado de mil maneiras (ideológicas, econômicas, estéticas, corporativas, políticas, intelectuais, etc etc), não produz mais nada de urgente (no sentido poético e filosófico) ou realmente interessante (no sentido filosófico e poético).

Zanzar em bancas, livrarias ou megastores é pôr em evidência a desimportância do que vendem. Jornais, revistas, livros, CDs, DVDs são objetos cada dia mais ultrapassados, ectoplasmas pesados e coloridos daquele antigo século XX, quando ainda fazia sentido amontoar toda essa tralha em casa. Assim nos disse um druída, e suas palavras eu não consigo esquecer." (MILEN, 2009)

Peitos numa capa. Tudo que o Aqui ou o Super gostariam de ter, exceto pelo fato de não quererem de verdade...

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